terça-feira, 18 de outubro de 2011

A importância da fruta

Apesar de a Organização Mundial de Saúde(OMS) atribuir anualmente 1,7 milhões de mortes a um baixo consumo de frutas e vegetais, dado que, e citando a OMS “ um consumo adequado de frutas e vegetais reduz a incidência de doenças cardiovasculares, cancro do estômago e cancro colorectal”.

Primeiro é necessário definir o que é um consumo adequado de fruta e vegetais, sendo que segundo o “Center for Disease Control and Prevention” tal deve incluir 2 porções de fruta (equivalendo cada porção a uma peça de fruta média, a 2 peças de fruta pequenas ou a 1 chávena de fruta picada ou cortada) e 3 porções de vegetais (correspondendo cada porção de vegetais a meia chávena de vegetais cozinhados, ou a uma chávena de vegetais para a salada). E segundo a OMS devemos ingerir um mínimo, e eu pessoalmente considero tal valor bastante reduzido ainda, de 400 gramas de fruta e vegetais por dia.

E se numa conjuntura de crise o consumo de sopa, e por certo falaremos mais profundamente dos incontáveis benefícios desta numa próxima oportunidade, bem como de vegetais em geral, não tende a ser afectado, devido ao preço sempre relativamente baixo de pelo menos alguns deles. E também por causa de normalmente já serem tidos como parte integrante da refeição, por exemplo em uma ida a um qualquer restaurante os vegetais no prato estão sempre “incluídos”. Infelizmente com a fruta tal não acontece, tendemos muitas vezes a olhar para a fruta como algo supérfluo às refeições e relativamente dispendioso, visão esta completamente errada e mesmo até perigosa especialmente numa conjuntura de crise.

É verdade que em qualquer altura do ano existem frutas dispendiosas à venda, mas não é menos verdade que é fácil ir ao supermercado ou à frutaria em qualquer altura do ano e encontrar frutas a menos de um euro por Quilo. Ora um Quilo de fruta equivale aproximadamente a 8 Porções, ou seja permite a uma pessoa ingerir uma quantidade de fruta apropriada durante 4 dias, o que corresponde a 25 cêntimos por dia, claro que numa conjuntura de crise todos os cêntimos contam, mas há bens em que devemos mesmo fazer um esforço para não cortar, e a fruta, é um deles.

Claro que podem sempre surgir questões sobre se as frutas “mais caras” também não são essenciais ou até mais importantes que as outras. Mas a minha percepção é de que não, senão vejamos, as frutas mais caras, são-no porque vêm fora de época ou porque só se dão em climas exóticos, pelo que muitas vezes foram apanhadas mais verdes (no caso de serem originárias de países distantes), ou foram produzidas em estufas e com recurso a mais pesticidas que as restantes ( no caso de serem frutas fora da época). Pelo que o essencial é mesmo comer fruta, preferencialmente fruta da época, que normalmente até mais barata. Sem cair claro no “erro” de comer a mesma fruta todos os dias durante tempos a fio, por dois motivos principais, para evitarmos acabarmos por nos “fartar” dela, e porque as frutas no seu todo são ricas em Vitamina C, em Vitamina E, em fibra, em folato, em potássio, entre outras vitaminais e minerais, pelo que se comessemos sempre a mesma algumas destas vitaminas e minerais acabariam por ficar em excesso, e outras em defeito.

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