domingo, 23 de outubro de 2011

A tentação dos refrigerantes

Em alturas de crise económica tendemos sempre a procurar a solução mais barata, por exemplo, se no café uma lata de 330ml de refrigerante custa o mesmo do que um sumo néctar ou 100% de 200ml, ou no supermercado 1,5 litros de refrigerante custam o mesmo que um litro de um outro sumo, também ele néctar ou 100%, somos tentados a ir para a solução que nos permite “trazer mais, por menos”.

Acontece que, se pensarmos um pouco, tal é o que “a sociedade de consumo” nos impõe, na verdade não precisamos de nenhuma das opções na nossa alimentação do dia-a-dia, e, no caso de optarmos pelo refrigerante, apenas estamos a comprar mais, daquilo que não precisamos. Vejamos, não usamos por hábito nenhuma destas bebidas para substituir nenhuma refeição, usamo-las sim para acrescentar a refeições que já íamos realizar. Assim no caso de optarmos por acrescentar uma lata de 330ml, estamos a adicionar cerca de 130 Kcal à nossa alimentação diária, praticamente todas elas sobre a forma de açucares simples, no caso de optarmos por um sumo néctar ou 100% de 200ml estaríamos a adicionar cerca de 80 Kcal, grande parte delas também sobre a forma de açucares simples. Por outro lado, se optarmos pela solução mais barata (apesar do aumento do iva no próximo ano) uma garrafa de água, não estaríamos a acrescentar uma única grama de açúcar simples extra à nossa alimentação diária, e ainda poupávamos uns trocos.

Está também cientificamente provado que o consumo diário de refrigerantes é por si só um factor de risco para a obesidade. Claro que podem sempre questionar, então e os refrigerantes light? Sim, é verdade, muitos deles até têm 0 kcal por 100ml ou muito perto disso, só que, além de manterem malefícios dos refrigerantes provocados pelo baixo pH destes (varia entre o 2,7 e o 3,5), o que pode levar a danificação do esmalte dentário e afectar o sistema digestivo. Possuem ainda adoçantes variados para “imitar” o efeito do açúcar, e se é verdade que não existem evidências científicas que relacionem o consumo moderado de tais adoçantes com malefícios concretos na saúde humana, a verdade é que o efeito cumulativo destes mesmos adoçantes não foi ainda suficientemente estudado.

Assim, o melhor mesmo, é preferir sempre a água em qualquer refeição (não existe nenhuma bebida que mais elimine a sede e nos proteja da desidratação do que a água) e optar por um sumo néctar ocasionalmente, ou melhor ainda por um sumo natural, não esquecendo claro que nenhum sumo, mesmo natural, substitui a importância de um consumo regular de fruta.

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